Instituto de Pesquisa de Computadores de Yerevan (YerNIIMM) e Série Nairi (1964)
Centro fundador de cibernética da Armênia e a linhagem de computadores microprogramáveis de 36 bits de Hrachya Hovsepyan
Fundado em Yerevan em 1956 sob liderança do matemático Sergey Mergelyan, o Instituto de Pesquisa Científica de Máquinas Matemáticas de Yerevan (YerNIIMM) tornou-se o principal polo de engenharia de computação do Cáucaso. A partir de 1964, o projetista-chefe Hrachya Hovsepyan criou a família de computadores transistorizados de 36 bits Nairi — laureada com o Prêmio Estatal da URSS de 1971 —, estruturando a base científica do moderno setor armênio de software e jogos.
O Instituto de Mergelyan, Hrachya Hovsepyan e a Arquitetura Nairi-1 de 1964
Estabelecido em Yerevan em 1956 por iniciativa do matemático armênio de vinte e oito anos Sergey Mergelyan com apoio do astrofísico Viktor Ambartsumian, o Instituto de Pesquisa Científica de Máquinas Matemáticas de Yerevan (YerNIIMM) evoluiu rapidamente dos primeiros computadores a válvula (Aragats e Hrazdan) para um dos três maiores complexos de engenharia computacional da União Soviética. Entre 1962 e 1964, o jovem engenheiro Hrachya Hovsepyan recusou sugestões administrativas para clonar máquinas estrangeiras como o francês SEA CAB-500 e projetou um computador compacto original transistorizado de 36 bits batizado de Nairi — antigo topônimo histórico do planalto armênio. Em vez de fixar instruções em portas lógicas rígidas, o Nairi-1 armazenava rotinas microprogramáveis em cassetes intercambiáveis de memória somente de leitura (ROM) de alta capacidade, delegando quase setenta e cinco por cento do controle lógico ao firmware. Operado diretamente por máquina de escrever elétrica sem salas intermediárias de cartões perfurados, seu compilador interno de autoprogramação aceitava fórmulas próximas à notação algébrica natural e rendeu patentes no Reino Unido, França, Itália e Japão.
Tempo Compartilhado no Nairi-3 e a Base da Engenharia de Software na Armênia
Fabricada em série nas plantas industriais armênias Elektron e Sirius, a linhagem avançou pelos modelos Nairi-M (1965) e Nairi-2 (1967) até alcançar em 1970 o Nairi-3 de terceira geração, construído com microcircuitos integrados híbridos. Utilizando dicionários expansíveis de microcódigo, o Nairi-3 emulava por hardware conjuntos de instruções de outros mainframes soviéticos, como Minsk-22 e Hrazdan-3, ao mesmo tempo em que suportava tempo compartilhado multiusuário simultâneo em até sessenta e quatro terminais de teletipo — feito agraciado com o Prêmio Estatal da URSS em 1971 e sucedido no final dos anos 1970 pela linha Nairi-4 compatível com PDP-11. Mais de 1.500 sistemas Nairi operaram em universidades politécnicas, centros acadêmicos e escritórios industriais, introduzindo estudantes à interação direta em terminal, heurísticas de xadrez e modelagem numérica. De igual peso histórico foi o legado institucional do YerNIIMM em Yerevan: ao empregar milhares de arquitetos de hardware e programadores de sistemas e consolidar departamentos de cibernética e matemática aplicada na Universidade Estadual de Yerevan e na Universidade Politécnica Nacional, formou a base técnica da qual emergiram os estúdios armênios de computação gráfica e jogos após 1991.