GAP GAME ARCHIVE PROJECT

Final Fantasy VIII (1999)

O romance cinematográfico SeeD de Yoshinori Kitase e Nobuo Uematsu com Junctions e Triple Triad

Japan · 1999 · game

Final Fantasy VIII é um RPG de quatro discos para PlayStation dirigido em 1999 por Yoshinori Kitase, escrito por Kazushige Nojima, concebido visualmente por Tetsuya Nomura e Yusuke Naora e musicado por Nobuo Uematsu na Square. Estrelado pelo cadete SeeD empunhando uma Gunblade Squall Leonhart e por Rinoa Heartilly em meio a guerras temporais de feiticeiras, marcou 90/100 no Metacritic e superou 9,6 milhões de cópias.

Final Fantasy VIII (1999)

Proporções realistas, cenas contínuas em CGI e o romance de Squall e Rinoa

Após a explosão mundial de Final Fantasy VII, o diretor Yoshinori Kitase, o roteirista Kazushige Nojima e o diretor de arte Yusuke Naora abandonaram bonecos miniaturizados para adotar adolescentes com proporções anatômicas realistas em cidades-academias luminosas de inspiração europeia e futurista como Balamb Garden, Dollet e Esthar. Estampando já no logotipo o abraço entre o introspectivo mercenário SeeD Squall Leonhart e a espontânea combatente Rinoa Heartilly — espelhado pelas sequências oníricas do soldado Laguna Loire —, o jogo inovou ao permitir movimentar personagens em tempo real diretamente sobre vídeos CGI em movimento durante o desembarque em Dollet, a valsa do baile e a Batalha dos Gardens.

Sistema Junction, obsessão por Triple Triad e o coro de 'Liberi Fatali'

O designer de batalhas Hiroyuki Ito descartou ousadamente barras tradicionais de mana, lojas de armaduras e níveis fixos de monstros: os inimigos acompanhavam o nível da equipe enquanto os jogadores 'extraíam' (Draw) magias em estoque e as vinculavam via Guardian Forces diretamente aos atributos de força, vitalidade ou resistência elemental, acionando o gatilho R1 no corte exato da Gunblade. Em cada cidade, o jogo de cartas 3x3 Triple Triad virou febre ao permitir refinar cartas raras em magias devastadoras logo nas primeiras horas. Coroado pela abertura coral em latim 'Liberi Fatali', de Nobuo Uematsu, e pela balada pop 'Eyes On Me', na voz de Faye Wong, tornou-se símbolo máximo da ambição cinematográfica de 32 bits.

Verification Sources