Sly 2: Band of Thieves (2004)
O jogo noir de plataforma e assaltos em cel-shading da Sucker Punch no PlayStation 2
Sly 2: Band of Thieves é um jogo de plataforma e furtividade de 2004 desenvolvido pela Sucker Punch Productions para o PlayStation 2. Substituindo as fases lineares do original de 2002 por bairros abertos e assaltos planejados em várias etapas, o título tornou a tartaruga estrategista Bentley e o hipopótamo Murray totalmente jogáveis ao lado do guaxinim ladrão Sly Cooper contra a Klaww Gang.
Esconderijos abertos e assaltos com três especialistas
Enquanto o jogo de estreia de 2002 apostava em percursos lineares onde um único golpe era fatal, o diretor Nate Fox e a Sucker Punch remodelaram Band of Thieves como um filme clássico de assalto dividido em episódios. Partindo de esconderijos em oito mapas atmosféricos — incluindo os telhados enluarados de Paris, um palácio na selva indiana, a gótica Praga e serrarias canadenses —, o jogador alternava entre os três integrantes da gangue, agora equipados com barras de vida. Sly caminhava por cordas bambas para bater carteiras e tirar fotos de reconhecimento, o cérebro Bentley usava dardos tranquilizantes e minigames de invasão, e o robusto Murray garantia força bruta até a Operação sincronizada de cada capítulo.
Clima noir em cel-shading, jazz de Peter McConnell e final agridoce
Guiada pelos contornos de tinta em 'toon-shading' do diretor de arte Dev Madan e pela trilha esfumaçada de contrabaixo e clarinete de Peter McConnell, veterano da LucasArts, a sequência equilibrou carisma de desenho animado com uma trama criminal surpreendentemente madura. Recuperando as peças mecânicas da coruja ancestral Clockwerk das mãos dos chefões da Klaww Gang — do falsificador Dimitri ao barão das especiarias Rajan e à diretora prisional Contessa — enquanto despistava a inspetora Carmelita Fox e a traiçoeira agente Neyla, a história culminou em um desfecho marcante que deixou Bentley permanentemente em cadeira de rodas, consagrando a obra mais querida do estúdio no PS2.