Ni no Kuni: Wrath of the White Witch (2011)
O JRPG de mundos paralelos da Level-5 e do Studio Ghibli com trilha sinfônica de Joe Hisaishi
Dirigido por Ken Motomura com roteiro de Akihiro Hino — contando com supervisão de animação de Yoshiyuki Momose, do Studio Ghibli, e música orquestral de Joe Hisaishi —, Ni no Kuni: Wrath of the White Witch estreou no PlayStation 3 japonês em novembro de 2011 antes de encantar o Ocidente no início de 2013. Acompanhando o garoto Oliver e a fada Mr. Drippy entre realidades espelhadas, o título concretizou o sonho de jogar um longa-metragem animado.
Aquarelas jogáveis do Studio Ghibli e a sinfonia de Joe Hisaishi
Expandindo o projeto japonês de Nintendo DS Dominion of the Dark Djinn (2010) em um épico em alta definição para PlayStation 3 — acrescido de todo um ato final centrado na trágica Bruxa Branca Cassiopeia —, o presidente da Level-5, Akihiro Hino, uniu forças diretamente com o lendário Studio Ghibli. Sob supervisão de Yoshiyuki Momose, veterano de A Viagem de Chihiro, os artistas de Tóquio produziram cenas tradicionais em 2D e pranchas de referência que o motor cel-shaded da Level-5 traduziu com precisão em folhagens pinceladas à mão, nuvens volumosas pelo mapa-múndi e gestos expressivos. Parceiro histórico de Hayao Miyazaki auxiliado por Rei Kondoh e pela Orquestra Filarmônica de Tóquio, Joe Hisaishi compôs temas arrebatadores para a jornada de Oliver, de treze anos, que parte da nostálgica Motorville ao lado da fada Mr. Drippy na esperança de salvar sua falecida mãe Allie por meio de sua alma gêmea no outro mundo.
Corações partidos, táticas de Familiares e o Compêndio do Mago
Cruzando reinos vibrantes que vão da floresta de Golden Grove e do bazar desértico de Al Mamoon até a fortaleza industrial de Hamelin, Oliver cura moradores de 'coração partido' cuja coragem, moderação ou entusiasmo foram drenados pelo gênio sombrio Shadar, engarrafando virtudes excedentes de cidadãos generosos para restaurar espíritos em ambos os mundos. As batalhas combinam movimentação livre pela arena com menus em tempo real nos quais Oliver, Esther e Swaine invocam, alimentam e metamorfoseiam centenas de criaturas Familiares ligadas a uma barra única de vida e magia, exigindo defesas sincronizadas contra golpes devastadores dos chefes. Enriquecido no Ocidente pela brilhante atuação do ator galês Steffan Rhodri como Drippy e pela inclusão digital das 340 páginas ilustradas do grimório Wizard's Companion para decifrar runas, Ni no Kuni originou uma franquia duradoura e uma remasterização multiplataforma em 2019.