Broken Sword: The Shadow of the Templars (1996)
O suspense templário animado à mão por Charles Cecil que consagrou a dupla George Stobbart e Nico
Dirigido por Charles Cecil na britânica Revolution Software e lançado em setembro de 1996 (intitulado Circle of Blood na América do Norte), Broken Sword: The Shadow of the Templars elevou os adventures europeus ao prestígio cinematográfico. Unindo o turista americano George Stobbart e a fotojornalista parisiense Nico Collard sobre arte oriunda do estúdio de Don Bluth e trilha orquestral de Barrington Pheloung, popularizou conspirações templárias anos antes de O Código Da Vinci.
Paris no outono, herança de animação Don Bluth e Barrington Pheloung
Iniciando com a narração antológica de Rolf Saxon — “Paris no outono, os últimos meses do ano e o fim do milênio” — segundos antes de um palhaço acordeonista explodir um café diante do advogado americano em férias George Stobbart, Broken Sword diferenciou-se das comédias pastelão da época por seu suspense maduro e ironia sutil. Inspirado em O Pêndulo de Foucault e na história oculta dos Templários, Charles Cecil contratou em Dublin os cenografistas Eoghan Cahill e Neil Breen, egressos do estúdio Sullivan Bluth, além do compositor Barrington Pheloung, cujos acordes de câmara sublinhavam cada descoberta.
Conspiração neotemplária, o bode de Lochmarne e edições restauradas
Aliado à perspicaz jornalista francesa Nicole “Nico” Collard, George segue pistas de um pergaminho medieval dos esgotos de Montfauçon até penhascos na Síria, vilas nobres na Espanha e ruínas na Escócia — incluindo o famigerado “Enigma do Bode” no Castelo de Lochmarne, um obstáculo de tempo real que entrou para o folclore mundial como um dos bloqueios mais traiçoeiros do gênero. Com mais de um milhão de cópias vendidas no PC e no PlayStation, o clássico ganhou em 2009 um Director's Cut ilustrado por Dave Gibbons e, em 2024, a edição 4K redesenhada Reforged.