Toki / JuJu Densetsu (1989)
O bem-humorado jogo de plataforma run-and-gun da TAD Corporation sobre um guerreiro virado macaco
Lançado nos fliperamas japoneses como JuJu Densetsu em 1989 pela TAD Corporation e projetado por Akira Sakuma, Toki subverteu os clichês de bárbaros musculosos dos anos 1980 ao transformar seu herói tribal num macaco desengonçado que cospe esferas de energia. Combinando tiros em oito direções, pulos sobre inimigos e capacetes de futebol americano, consagrou-se também no Amiga, Lynx e Mega Drive.
Subvertendo o herói da selva com cusparadas e capacetes esportivos
Depois do tom militarista de Cabal, o designer Akira Sakuma, da TAD Corporation, criou uma paródia carismática da escola implacável de Ghosts 'n Goblins. Quando o feiticeiro Vookimedlo sequestra a princesa Miho e amaldiçoa o guerreiro Toki (JuJu no Japão) na forma de um macaco Geeshergam corcunda, o jogador precisa vencer seis estágios intrincados — de cavernas vulcânicas e lagos submersos a geleiras e ao Palácio Dourado — usando as próprias bochechas como arma. Disparando em oito direções enquanto escala cipós, nada ou quica sobre crânios inimigos, Toki substitui o tiro básico por rajadas triplas, bolas de fogo saltitantes, ondas de chamas e disparos carregados, além de vestir cômicos capacetes de futebol americano e tênis de cano alto que ampliam o salto.
Cadência metódica nos arcades, versão Amiga e releitura moderna
Diferente dos frenéticos jogos de tiro e plataforma contemporâneos, Toki exige paciência e memorização espacial: sem capacete, qualquer encostão é fatal, o passo pesado do primata pune saltos apressados e chefes gigantescos pedem mira diagonal calculada. Fora dos fliperamas, a obra ganhou enorme prestígio na Europa através da fiel conversão da Ocean Software para Commodore Amiga e Atari ST em 1991, programada por Pierre Adane com excelente preservação dos fundos detalhados e sprites avantajados, somada à surpreendente edição portátil do Atari Lynx e à adaptação expandida da Sega para Mega Drive, Toki: Going Ape Spit. Quase três décadas mais tarde, Pierre Adane e o ilustrador francês Philippe Dessoly reuniram-se na Microids para produzir o remake desenhado à mão de 2018.